SINDFESP - SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Segunda-Feira, 11 de Dezembro de 2017
FILIE-SE
 

A Lava Jato, suas escolhas, efeitos e defeitos, e o Sistema corrupto (25/06/2016)

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    Nas manchetes, mais quatro ministros e escândalos ou tramoias: Padilha, Mendoncinha, Torquato e Kassab.

    Temer, Sarney e Jucá, já delatados por Sergio Machado. Eduardo Cunha e Renan, réus. Agripino Maia e Paulinho da Força, réus.

    Serra, citado na OAS. Aécio, delatado. Campanha de Marina, citada. Governo FHC citado, delatado...

    O problema da Lava Jato não é o que a Operação já pegou. Ótimo que pegou. Problema, grave, é o que deixou de pegar no tempo adequado.

    A tomografia do Sistema político apodrecido, a empreiteiragem como propinoduto do Sistema todo, sempre esteve ao alcance da Lava Jato.

    Quase tudo, cansamos de dizer aqui, tinha, tem DNA inscrito nos computadores e documentos das empreiteiras. Que não operavam apenas na Petrobras, óbvio.

    Dezenas de delatores sabem muito mais do que entregaram. Se cobrados, permitido que revelassem, o que agora explode estaria exposto há dois, três anos.

    Cerveró denunciando "o escândalo Braskem no governo Fernando Henrique", e seu espanto ao ser convidado a mudar de assunto, é um clássico destas "escolhas".

    A estratégia da Lava Jato foi clara. Pegar o PT, governo e aliados. Perfeito, do ponto de vista dos envolvidos na Operação, mas pouco... Os fatos demonstram isso claramente...

    Essa estratégia produziu defeito sociopolítico brutal: retardou a percepção da expansão da podridão. Maquiou, mascarou a dimensão do Sistema.

    E milhões foram às ruas. Muitos, com justas razões. Muitos, não tendo como saber, ignorando o beabá. Muitos, comandados por "Movimentos" que são o que há de pior.

    Outros, sabendo de tudo. Insuflando ódios para desviar atenções e esconder intenções.

    Enquanto se elegia PT & Cia como única e grande quadrilha, réus e suspeitos agiam à luz do dia. Ocupavam manchetes, votavam o que queriam... tomaram o Poder.

    Frágil o argumento do "não investigar porque já prescreveu". Saber o que prescreveu ou não exigiria perguntar, ouvir, encaminhar para novas investigações.

    E, em tempos de tanto vazamento, nunca é demais lembrar: para a imprensa, para a Mídia, a História não prescreve.

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