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Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
FILIE-SE
 

Saída de pessoas do mercado segura taxa de desemprego em São Paulo (11/10/2017)

  • Número de vagas diminuiu na região metropolitana em agosto. Indústria e comércio fecharam postos de trabalho, serviços e construção tiveram alta
    por Redação RBA

    São Paulo – A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo passou para 17,9% em agosto, abaixo de julho (18,3%) e acima de agosto do ano passado (17,2%), segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese, divulgada nesta quarta-feira (27). O resultado aparentemente mais favorável no mês não evitou o fechamento de postos de trabalho (39 mil, recuo de 0,4%). A taxa não subiu porque houve saída de pessoas do mercado de trabalho: foram menos 102 mil na população economicamente ativa (PEA), queda de 0,9%. Com menor quantidade de gente à procura de emprego, o número de desempregados foi estimado em 1,988 milhão, 63 mil a menos do que em julho.

    Já na comparação com agosto de 2016, a PEA também cai (menos 18 mil pessoas), mas em menor intensidade em relação ao fechamento de vagas (menos 92 mil). Assim, em um ano o total de desempregados aumenta em 74 mil. 

    No recorte geográfico, a taxa de desemprego é maior na chamada sub-região leste, que inclui municípios como Guarulhos e Mogi das Cruzes: 21,3%. Chega a 18,4% na sub-região sudeste, onde se situa o Grande ABC. E cai para 16,2% na oeste, onde ficam as cidades de Osasco e Barueri, entre outras. Na capital, a média foi de 16,9%.

    No mês, a indústria eliminou 15 mil postos de trabalho (-1,1%) e o comércio fechou 61 mil (-3,7%). O setor de serviços abriu 40 mil (0,7%) e a construção, 7 mil (1,2%). O total de trabalhadores com carteira assinada variou -0,1%, o de autônomos caiu 2% e o de empregados domésticos aumentou 2,8%.

    Por faixa etária, o desemprego atinge 37% da população ativa de 16 a 24 anos. Fica em 15,7% na faixa de 25 a 39 anos, em 11,1% de 40 a 49 anos e em 11,2% de 50 a 59 anos.

    Estimado em R$ 2.076, o rendimento médio dos ocupados cresceu 2% de junho para julho – nesse item, é sempre considerado o mês anterior. Em 12 meses, o rendimento tem alta de 2,4%.

    Revista Brasil Atual

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