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Mercado imobiliário dá sinais de retomada em São Paulo e no Rio (10/09/2019)

  • Na capital paulista, o número de escritórios vagos de classes A e A+ caiu 1,4% em agosto; já no Rio de Janeiro, a queda foi de 2,11 pontos percentuais
    Por Natália Flach

    São Paulo – Aos poucos, o mercado de imóveis comerciais de São Paulo dá sinais de aquecimento. O número de escritórios vagos de classes A e A+ caiu 1,4% em agosto, de acordo com dados da empresa global de serviços imobiliários corporativos Cushman & Wakefield.

    Com isso, a vacância encerrou o mês em 21,12%, especialmente pela retomada da região da Chucri Zaidan, na zona Sul da capital paulista. “Esse mercado representa 26,5% de todo o estoque paulistano”, afirma Jadson Mendes Andrade, líder de pesquisa e inteligência de mercado para América do Sul da Cushman. 

    A recuperação começou no segundo trimestre de 2019, quando a cidade atingiu o menor nível de vacância desde 2014. A expectativa é que o ritmo de entregas de novos edifícios desacelere nos próximos cinco anos, o que poderá pressionar a taxa de vacância ainda mais para baixo.

    São Paulo lidera um ranking que mede a razão de metros quadrados de escritórios para cada 1000 habitantes na América do Sul. Enquanto a razão da capital paulista é de 262, a de Buenos Aires (na Argentina) é de apenas 97, o que a coloca em último lugar do levantamento.

    Assim como na capital paulista, o mercado de escritórios classe A e A+ do Rio de Janeiro registrou queda de 2,11 pontos percentuais (p.p.) da vacância em agosto, em comparação ao mês anterior, registrando 37,2% após a ocupação do Port Corporate pelo Bradesco e do Vista Guanabara pela Amil, ambos na região do Porto Maravilha.

    Esse movimento de empresas migrarem de prédios mais antigos para edifícios mais novos sem terem de desembolsar mais por isso (conhecido como flight to price) tem sido fundamental para reduzir os espaços vagos de classes A e A+.

    “A região tem aumentado a sua ocupação de forma progressiva, finalizando o mês com uma absorção líquida de 33 mil metros quadrados.”

    A diferença entre as duas capitais está no valor pedido pelo metro quadrado. Em São Paulo, o preço médio subiu 0,57 centavos para 89,38 reais. Já no Rio de Janeiro, houve queda de 0,9% para 96,54 reais.

    Revista Exame

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