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Com pandemia, ecommerce terá que se adaptar a clientes de todas as idades (31/03/2021)

  • Em 2020, o ecommerce conquistou 13 milhões de novos consumidores, segundo relatório Webshoppers

     

    Maria Inês Dolci

    Advogada especializada na área da defesa do consumidor.

     

    Com a pandemia, nós, os mais maduros, estamos nos informando, divertindo, trabalhando e comprando como os jovens já faziam. Em 2020, o ecommerce conquistou 13 milhões de novos consumidores. No total, 29% a mais do que em 2019. E faturou R$ 87,4 bilhões, 41% acima do ano anterior, segundo o relatório Webshoppers.

     

    O comércio presencial sempre terá seus atrativos, mas caberá aos fabricantes adaptar seus produtos ao mundo digital, a fim de atender os clientes jovens, e os nem tanto.

    Para os menores de 30 anos, a propósito, não houve grandes mudanças. Elas e eles já eram extremamente conectados. Talvez tenham percebido, por exemplo, que vários consumidores nesta faixa etária não têm aparelho de TV nem telefone fixo. E uma parcela expressiva deles não vê necessidade de comprar automóvel nem imóvel, pois andam de bike, pedem transporte por aplicativo, e alugam apartamentos e casas.

     

    Isso sem contar que, ao que tudo indica, o leilão da tecnologia 5G irá adicionar muito mais qualidade à conectividade por dispositivos móveis. Abrirá as portas, por exemplo, à internet das coisas —interconexão digital de objetos cotidianos.

     

    A que ajustes me refiro para facilitar o comércio virtual? Por exemplo, à padronização rigorosa de tamanhos de roupas e calçados. Também a mais variedade em refeições e lanches, a fim de abranger as necessidades de pessoas que não comam proteína animal, açúcar, glúten, sal, lácteos etc. E a caprichar nos detalhes sobre instalação de produtos eletrônicos, e suas características técnicas.

     

    Isso vale, também, para bebidas como vinhos e cervejas. Ou seja, oferecer mais dicas para que os interessados possam desfrutar destes produtos com mais informações. Sempre com moderação, evidentemente.

     

    Podem ter certeza, também, que os novos consumidores exigirão cada vez mais comprometimento dos fabricantes com causas ambientais, diversidade, mobilidade e direitos dos animais. Este caminho de vida digital, acreditem, mal começou a ser trilhado. Será um grande aprendizado para todos nós.

    Jornal Folha de S. Paulo

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