SINDFESP - SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
FILIE-SE
 

Fernando Henrique Cardoso no Roda Viva (30/11/2012)



  • Ele chegou de mansinho e sem pose de ex-presidente e cumprimentou todos os presentes nos bastidores do programa Roda Viva, do fotógrafo aos twitteiros, até chegar aos entrevistadores da noite: “Olá! Boa noite! Como vai?”. Após alguns minutos de conversa, seguiu com o apresentador Mario Sergio Conti para o estúdio D.

    No dia 5 de dezembro, o sociólogo e ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, foi sabatinado no Roda Viva por Ancelmo Góis (colunista do jornal O Globo), Ricardo Gandour (diretor de Conteúdo do Grupo O Estado de S. Paulo), Maria Rita Khel (psicanalista e escritora), Lilia Schwarcz (historiadora e antropóloga, professora titular de Antropologia da USP) e Sérgio Dávila (editor-executivo do jornal Folha de S. Paulo).

    Há 8 anos fora do poder, acaba de lançar o livro “A Soma e o Resto: um olhar sobre a vida aos 80 anos”, no qual faz revelações sobre a vida particular e sobre a política.

    Ele pegou o Brasil caótico. Enfrentou uma das maiores inflações do mundo. Privatizou estatais e também atuou como professor da Universidade de São Paulo. Em seu segundo mandato, o real foi desvalorizado. “Eu peguei momentos muito difíceis, como a inflação”. A reforma agrária e o SUS foram citados como algo bom, feitos em seu governo para as classes mais baixas.

    O ex-presidente também comentou a divisão política do país. “Esses negócios de direita e esquerda no Brasil geralmente são muito atrasados. Aqui no Brasil tem muito atraso”. Segundo ele, para o PSDB chegar ao poder novamente tem que primeiro aprender a ouvir. FHC afirma que faltam lideranças, unidade e um discurso junto ao povo. “Eu não sei no futuro o que vai acontecer com o sistema partidário do Brasil. Tem mais legenda do que partido. Partido é outra coisa, tem que ter uma filosofia. Nós temos uma proliferação de legendas e não de partidos. Do jeito que está aumenta a descrença nos partidos”.

    Sobre a maconha: “O Brasil é o segundo consumidor do mundo. Tem que haver uma mudança de paradigma. A nossa proposta foi para a ONU. A nossa organização nunca propôs a legalização, mas a descriminalização. Porque não fazer com a maconha como se faz com o cigarro?”. Comparou o status que se tinha quem fumava [cigarro] anos atrás e a vergonha que muitos sentem hoje por serem presos ao vício.  “Mas não sou nenhum especialista sobre isso”, brinca o ex-presidente.

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