Enquete

Qual seu candidato para governar o Estado de São Paulo nos próximos 4 anos?

Edson Dorta (PCO – 29)

João Doria (PSDB -45)

Luiz Marinho (PT – 13)

Major Costa e Silva (DC – 27)

Marcelo Candido (PDT -12)

Marcio França (PSC – 40)

Paulo Skaf (MDB – 15)

Prof. Claudio Fernando (PMN – 33)

Profª Lisete (PSOL – 50)

Rodrigo Tavares (PRTB – 28)

Rogerio Chequer (NOVO – 30)

 

POR UM SINDICALISMO SOCIOAMBIENTAL (09/10/2012)

  • O meu papel junto à UGT é o de criar ferramentas para discussão de um novo sindicalismo que surge no país. É auxiliar a agenda da UGT no sentido de caminhar de uma Central Sindical Cidadã para uma Central Sindical Cidadã de Bem Estar Socioambiental.

    Essa transição só é possível pela origem, pela coalizão que criou a UGT: a fusão várias Centrais Sindicais e o espírito de unidade. A UGT nasceu dessa prática.

    Hoje, a grande pauta da sociedade civil é a questão ambiental. É tão grande que faz parte do senso comum de forma quase banalizada.

    E o grande desafio é transformar as condições de trabalho numa equação ecologicamente equilibrada e duradoura, considerando a necessidade de empregos mais dignos e de negócios mais saudáveis em tempos de crise econômica. Uma Central Sindical como a UGT não pode atuar apenas como um conglomerado de Federações e Sindicatos de categorias. Ela precisa olhar, escutar e caminhar com a sociedade. Lado a lado, holisticamente.

    As mudanças climáticas, por exemplo, são fenômenos que alterarão substancialmente o planeta, a forma de viver e de trabalhar. Precisaremos refletir profundamente sobre essas mudanças ambientais e as alterações sociais, econômicas e políticas terão que acompanhá-las. O aquecimento global nos obrigará a mudar a forma de viver e interagir com a natureza. Essas mudanças começam por entender esse novo papel, inclusive no mundo do trabalho.

    Na lógica de uma nova atitude, frente à crise econômica mundial, teremos que desenvolver ações de amplitude capazes de alterar o comportamento do trabalhador. E alterar comportamentos significa mudar nosso modelo de vida, de produção, de consumo de energia e de - sobretudo - consertar o rumo.

    A UGT pode ser o leme dessa trajetória: conceituando um novo estado de bem-estar socioambiental no mundo do trabalho. O caminho dessa mudança está na inclusão da variável ambiental nas questões econômicas e de produção, na obrigatoriedade de utilizarmos novas tecnologias para a geração de energia e uso dos recursos naturais, mas também de compreender que essa estrada aporta na felicidade coletiva. É avançarmos dando um passo além de conceitos antigos como preservação, conservação e da tão esgotada idéia de educação ambiental, pregada pelo movimento ambientalista dos anos 70, sem medo de ousar.

    Esse é o meu papel nesse trabalho: repensar velhos conceitos e propor novas práticas.

     

    *Domingos Fernandes é economista, consultor, carioca e tem 63.4 anos. Foi articulador nacional nos anos 60 da ALN (Ação Libertadora Nacional), ex-preso político, exilado na Argélia, Cuba, Itália, Chile, Argentina e Portugal. Na volta do exílio, foi fundador do PDT e posteriormente, fundador do PV - do qual foi Presidente Estadual em SP. Seu trabalho estratégico nessa agremiação partidária resultou na eleição em 2006 de cinco deputados federais e de oito deputados estaduais e na terceira legenda mais votada no Estado de SP. É fundador e presidente do Instituto Brasileiro de Eco-desenvolvimento e vice presidente do Instituto Lagamar.

    Fonte: Domingos Fernandes

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