SINDFESP - SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
FILIE-SE
 

Eu tenho orgulho em ser Servidor Público - Parabéns pelo nosso dia! (09/10/2012)

  • Houve uma época, em que ser Servidor Público era motivo de status. Filho de uma servidora pública, que dedicou quatro décadas de sua vida à prefeitura paulistana, lembro-me de minha mãe falando que ser do funcionalismo, além de garantia de sucesso e de uma vida tranquila, sem os percalços da iniciativa privada, o trabalho era de suma importância, porque se atendia o cidadão do outro lado do balcão.

    Ao longo dessas décadas, o Servidor Público foi se tornando culpado por todas as mazelas das más administrações públicas, especialmente no final dos anos 80 quando, sob a alcunha de “Caçador de Marajás”, Fernando Collor de Mello foi eleito presidente da República. Mais que isso, o Brasil começou a adotar o equivocado modelo neoliberal nascido nos governos de Margaret Thatcher (Reino Unido) e Ronald Reagan (Estados Unidos). A chamada política neoliberalista introjetou o “ideal” do estado mínimo. Ou seja, o Estado, qualquer que seja ele – cidade, estado ou país – deve ser reduzido ao máximo sob a falsa premissa de que seu custo de manutenção é muito caro. Daí nascem as terceirizações e precarizações.

    O que o neoliberalismo fez, em síntese, foi prejudicar aquele mesmo cidadão do outro lado do balcão, a quem minha mãe fazia referência e reverência, mais de três décadas atrás. Ao reduzir o Estado, diminuiu-se a prestação de serviço. O cidadão com mais posses foi buscar a “qualidade” nos serviços particulares – educação, saúde e segurança – e a grande parte da população sofreu e sofre com um serviço público de baixa qualidade, porque não há investimentos no setor. E pior, não há valorização do Servidor Público.

    Ainda assim, vivemos um paradoxo. Se por um lado, muitas pessoas torcem o nariz para o serviço público, por outro, é sempre crescente o número de candidatos que almejam uma vaga no funcionalismo. Os concursos públicos, quaisquer que sejam eles, são mais competitivos que muitos vestibulares. E aí, vem a pergunta que não quer calar: se o serviço público é uma “droga”, sob a ótica de muitos, por que outros tantos querem essa “droga”?

    A resposta é simples. Ser Servidor Público é ainda motivo de status, mesmo que vilipendiado pelos governantes e por boa parte dessa massa amorfa chamada opinião pública.

    As sociedades não conseguem viver sem o Servidor Público que acompanha o cidadão, desde o nascimento até a morte e esta, amigos, é uma verdade inexorável.

    Então, meus caros servidores, parabéns pelo 28 de outubro, dia do Servidor Público. Apesar de tudo e de todos, ainda somos fundamentais na existência e no fortalecimento da democracia.

    Fonte: por Sylvio Micelli / CCM Iamspe

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