SINDFESP - SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS DA FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
FILIE-SE
 

Amado ou odiado, Lula é um símbolo. A coerção foi espetáculo para humilhá-lo (05/03/2016)

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    Dentro e fora do Brasil, Lula é um símbolo. Para os que dele gostam, amam, e para os que o detestam, odeiam.

    Lula nega ser dono do sítio em Atibaia e do tríplex no Guarujá, conexões para enredá-lo na Lava Jato.

    Inegáveis são a sedução buscada por empreiteiros, e favores aceitos. Muitos dos que apoiam e amam Lula negam, recusam toda e qualquer evidência ou fato.

    Os que odeiam Lula engolem e transformam em bílis qualquer coisa. Querem Lula não apenas preso: querem vê-lo humilhado.

    Porque Lula é um símbolo. É o inimigo a ser esmagado naquilo que negam: a luta de classes. Lula seria "O Mal" absoluto, e mais nada.

    Para milhões entre os 111 milhões que o elegeram e reelegeram Lula simbolizou os secularmente humilhados.

    Tal símbolo exigiria muito mais cuidados diante da História: o que vale para os de cima, nunca valeu para quem está ou veio de baixo.

    A coerção para Lula depor foi passo calculado no espetáculo político-midiático. Não por acaso um dia depois do vazamento parcial da delação de Delcídio.

    Fatos e investigações à parte, não por acaso na semana anterior às manifestações do dia 13, que tem objetivo claro: acelerar a queda do governo.

    Há 5 dias dissemos aqui: "Agora a briga será de rua e nas ruas". Porque no sábado Lula declarou guerra aberta e total ao negar ser dono do tríplex, e atacar:

    -A offshore que veio do Panamá pra ser dona do meu tríplex é, na verdade, dona do tríplex da Globo em Paraty, do helicóptero...

    Que, dentro da lei, siga a investigação a Lula. Mas, até para evitar torná-lo mártir, investigue-se todos. Ou, repita-se, o que se terá é uma perigosa Farsa.

    Quase um terço do Congresso é alvo de denúncias no Supremo.

    Sob investigação estão o presidente do Congresso, Renan Calheiros, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a presidência de Dilma e dois ex-presidentes da República.

    Lula e, ainda que já tenham esquecido apenas duas semanas depois, Fernando Henrique Cardoso.

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