
Polícia Civil cumpre mandados de busca e apreensão contra servidoras estaduais em Araçatuba
Servidoras Públicas investigadas por crime de corrupção e quebra de sigilo funcional – polícia cumpre mandado de busca e apreensão
Uma operação conjunta da Polícia Civil e da Controladoria Geral do Estado (CGE) cumpriu, nesta terça-feira (7), três mandados de busca e apreensão em Araçatuba durante a Operação Janus, que apura supostos crimes de corrupção e violação de sigilo funcional.
Dois dos mandados foram cumpridos nas residências de duas servidoras públicas estaduais, de 43 e 50 anos, ambas lotadas na Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.
Uma das investigadas mora na Rua Antônio Pires do Rio, no bairro Amizade. A outra reside em um condomínio de apartamentos localizado na Avenida Saudade. O terceiro mandado foi cumprido na unidade da própria Secretaria da Fazenda e Planejamento, situada na Rua São Paulo, onde as servidoras desempenham suas funções.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, os agentes apreenderam aparelhos celulares, notebooks e documentos que deverão ser analisados no decorrer da investigação.
De acordo com a Controladoria Geral do Estado, as investigações da Operação Janus seguem sob sigilo para preservar a apuração e evitar prejuízos ao andamento do inquérito.
Conforme apurado pela reportagem, a investigação apura a suposta comercialização de informações sigilosas obtidas em razão da função pública, que teriam sido repassadas a terceiros mediante vantagem indevida. Até o momento, não houve divulgação de prisões, e as diligências prosseguem para esclarecer a extensão do esquema e a eventual participação de outras pessoas.
Fonte Araçatuba em Foco
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Desdobramentos da Operação Janus em Araçatuba
• Situação funcional: As duas investigadas (agentes escolares cedidas à Secretaria da Fazenda e Planejamento) foram formalmente afastadas pelo Estado de suas funções temporárias. Elas retornaram aos seus cargos de origem na Secretaria da Educação.
• Perícia dos materiais: A Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC de Araçatuba) e a Controladoria Geral do Estado analisam os cadernos, notebooks e celulares apreendidos. O objetivo é mapear para quem os dados sigilosos da Administração Pública estavam sendo comercializados
Hoje mais Araçatuba
Araçatuba (SP) foi escolhida pelo governo do Estado para integrar um projeto piloto criado para ampliar a capacidade de identificar estruturas criminosas, rastrear recursos obtidos de forma ilícita e apoiar operações contra organizações criminosas.
Trata-se do Neccold (Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro), que foi oficializado em portaria publicada na última terça-feira (6) no Diário Oficial do Estado.
A publicação informa que o núcleo terá atuação com foco na integração entre inteligência policial, investigação criminal e análise financeira. Ele será responsável pelo rastreamento patrimonial e bloqueio de ativos financeiros e criptoativos dos grupos investigados.
Compartilhamento
Para auxiliar nesse trabalho, haverá o compartilhamento de informações com o Ministério Público, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e também da Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), que inclui a Polícia Federal.
Ainda de acordo com a publicação, a iniciativa prevê a padronização de protocolos de investigação financeira, o uso de ferramentas tecnológicas e a criação de indicadores para monitorar resultados relacionados à descapitalização de organizações criminosas.
Inicialmente as equipes especializadas serão instaladas em São Paulo, São José dos Campos, Campinas e Araçatuba. Porém, existe a previsão de que o núcleo seja expandido para outras regiões do Estado futuramente. Na capital, ele será vinculado ao Dipol (Departamento de Inteligência da Polícia Civil) e nas demais regiões, às respectivas Deics (Divisões Especializadas de Investigações Criminais).
Araçatuba tem histórico de bons resultados de trabalhos realizados em conjunto entre a Polícia Civil e o Gaeco.
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Servidoras da Secretaria de Estado da Fazenda de Araçatuba são investigadas por possível violação de sigilo funcional
Suspeitas de acesso indevido a dados da Administração Pública, elas foram alvos de cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça de São Paulo e tiveram celulares e computadores apreendidos
Agência Trio Notícias
07/07/26 às 21h40
Duas servidoras da Secretaria de Estado da Fazenda, que residem em Araçatuba (SP), foram alvos de cumprimento a mandado de busca durante a “Operação Janus”, deflagrada nesta terça-feira (7).
Governo
Segundo a CGE (Controladoria Geral do Estado), os mandados foram cumpridos pela Polícia Civil também em São Paulo, São Caetano do Sul e Jundiaí. Sem informar detalhes, o órgão informou que a investigação, que segue em andamento, apura possível acesso indevido a dados da Administração Pública.
No caso de Araçatuba, os policiais Civis da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) acompanharam os servidores públicos da CGE com sedes de exercícios em Bauru e São Paulo.
Os mandados de busca foram expedidos pelo Juiz das Garantias da 1ª RAJ (Região Administrativa Judiciária) da Capital em 19 de junho, tendo como alvo as duas servidoras, com base em inquérito policial que apura possível crime de violação de sigilo funcional.
As equipes estiveram na sede da Secretaria da Fazenda do Estado, localizada na rua São Paulo, onde foram apreendidos dois notebooks e dois cadernos com anotações utilizados pelas investigadas, que segundo foi informado, não estavam mais exercendo as funções no local.
Casas
Outras equipes estiveram na casa das investigadas. Uma delas é residente no bairro Amizade, onde os policiais acompanharam a corregedora e coordenadora da CGE e o corregedor da CGE que atual na unidade de Marília.
Segundo o que foi apurado pela reportagem, após a campainha ser acionada várias vezes, um homem que se apresentou como marido da investigada atendeu e foi informado do mandado de busca. Foi solicitado que a abrisse o portão, o que não foi atendido, por isso, foi necessário o arrombamento para evitar a destruição de possíveis provas. Criminalidade e justiça
Quando entraram na casa, as equipes depararam-se com a investigada e o marido dela. No imóvel foram apreendidos mais dois notebooks, três celulares, sendo um deles um iPhone, e uma maleta com diversos documentos.
Segundo a polícia, a investigada forneceu a senha iPhone e foi convidada a comparecer na delegacia para prestar declarações, mas não havia comparecido até a finalização do registro da apreensão e formalização do cumprimento do mandado de busca.
Condomínio
A outra servidora investigada foi encontrada em um condomínio de apartamentos na avenida Saudade, onde os policiais também estiveram acompanhados de servidores da CGE. Ela autorizou a entrada das equipes no imóvel e informou onde estavam um notebook, um celular e documentos que também foram apreendidos, além de ter informado as senhas dos respectivos aparelhos.
Convidada a comparecer na delegacia para prestar declarações, ela optou por acompanhar os policiais e os servidores da Controladoria Geral do Estado que participaram das buscas. Após ser ouvida, ela foi liberada.